14/08/2026 11h28

A Bahia registrou um forte aumento nos casos prováveis de chikungunya em 2026. Até 3 de agosto, mais de 7.500 ocorrências haviam sido notificadas no estado, número quase 287% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando eram menos de 2 mil casos.
A doença foi a arbovirose que apresentou o maior crescimento na Bahia neste ano. Ao todo, 181 municípios notificaram casos e uma morte provocada pela chikungunya foi confirmada.
Entre as cidades com maior coeficiente de incidência está Alagoinhas, a cerca de 120 km de Salvador. O município contabilizou mais de 2.250 casos prováveis, o equivalente a aproximadamente 2% da população local.
Muritiba também aparece entre os municípios com maior número de registros, com cerca de 780 ocorrências. Em Rio Real, foram notificadas mais de 720 suspeitas da doença.
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que também é responsável pela transmissão da dengue e da zika. Os principais sintomas são febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça, dores musculares e manchas avermelhadas na pele.
A principal forma de prevenção é impedir a reprodução do mosquito, eliminando recipientes e locais que possam acumular água parada.
Salvador registra aumento superior a 1.000%
Na capital baiana, o avanço da chikungunya também chamou atenção. Até julho de 2026, Salvador havia registrado 308 casos confirmados da doença. No mesmo período do ano anterior, eram 28 registros, o que representa uma alta superior a 1.000%.
A dengue também apresentou crescimento na cidade. Foram 564 casos confirmados até julho deste ano, contra 264 no mesmo intervalo de 2025.
Já a zika apresentou queda. Os registros passaram de 17 para seis casos no comparativo entre os dois períodos.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador, as regiões do Subúrbio e de Itapagipe concentram a maior quantidade de casos de chikungunya.
Com o aumento das arboviroses, o município ampliou as ações de combate ao Aedes aegypti. As equipes realizam vistorias em imóveis para identificar e eliminar possíveis criadouros.
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, cerca de 80% dos focos do mosquito são encontrados dentro das residências. Por isso, a participação dos moradores é considerada fundamental para reduzir a circulação do inseto.
Nesta quinta-feira (13), agentes realizaram uma operação no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, com inspeção de imóveis e retirada de recipientes que poderiam acumular água e favorecer a reprodução do mosquito.